terça-feira, 21 de julho de 2015

PARA ONDE VAI SÃO PAULO?



Fonte: ANTP Informa <informa@antp.org.br>
Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

Fizeram a faixa de ônibus para dizer que instalaram, e só. Essa é a impressão que eu tenho. Para quem anda de carro há muito tempo aqui, a rotina piorou bastante", diz o advogado Marcelo Doria, de 38 anos. Há um ano, ele passou a conviver com uma faixa para coletivos a menos de 50 metros da saída de seu condomínio, no Itaim-Bibi, zona sul da capital. (da matéria "Disputapor espaço em uma cidade em transformação", O Estado de SP)

O caso da mobilidade é exemplar: no Brasil urbano, embora o transporte coletivo seja o mais demandado pela população, os governos gastam 14 vezes mais em despesas relacionadas ao transporte individual do que ao transporte coletivo. (ArquitetoSérgio Magalhães) Em reportagem especial neste domingo, sob o título "Paraonde vai São Paulo, a metrópole e seus caminhos", o jornal 'O Estado de SP', com a intenção de debater a política de mobilidade da atual gestão municipal da capital, demonstrou o quanto a cultura rodoviarista está entranhada até os poros de muitos paulistanos.

O título demonstra não haver dúvidas quanto à posição do tradicional veículo - São Paulo vai para o caos, a continuarem as mudanças implementadas pelo atual prefeito no viário urbano.A defesa enviesada dos automobilistas parece ser o tom da matéria, a ponto de em vídeo no site do jornal a reportagem acompanhar um motorista morador de bairro de classe média alta para mostrar como a "política do prefeito" alterou sua rotina. A rotina de um morador da periferia, que depende de transporte público, ou mesmo de quem se utiliza de bicicleta, esta foi solenemente ignorada pela reportagem, como se não fizesse a menor diferença.

Pelo visto, só teve direito a voz quem sempre teve vez no viário urbano das cidades: os donos de carros, muitos deles que diariamente vão trabalho sem levar consigo um único passageiro. A reportagem ainda afiança em subtítulo a frase "Gestão Haddad tira 716 km de faixas dos carros", como se esse fosse o grande problema, e não o que foi posto no lugar. No final mais pessoas foram atendidas? Ou apenas os carros foram os grandes derrotados?
Esta semana outro debate encheu muitas páginas de jornal - a polêmica do Uber, aplicativo que colocou taxistas em pé de guerra. Sem entrar no mérito do certo e errado, uma questão é indiscutível: "odigital veio mesmo para bagunçar a vida. Temos todos de nos adaptar", como afirma o colunista Pedro Doria, do Globo.

A História conta como a infrutífera reação de operários contra o surgimento de máquinas na produção fabril, no início do século XVII, na Inglaterra. O ludismo, nome dado ao movimento surgido em plena Revolução Industrial, tinha o intuito de defender empregos, e para tanto destruía as máquinas. Hoje, muitos defensores do uso intensivo do automóvel como principal meio de locomoção nas cidades lutam com unhas e dentes para defender seus interesses. Para tanto rejeitam toda e qualquer ação que lhes restrinja espaços.

A destruição de máquinas não foi capaz de deter o avanço da tecnologia, tampouco o surgimento do capitalismo moderno. A raivosa reação contra a redistribuição do espaço público em nossas cidades terá o mesmo insucesso, basta perceber que tal política tornou-se fato inconteste em muitos países avançados. A questão não é ideológica, nem partidária, como boa parte da imprensa tenta insinuar, mas de sobrevivência das cidades. É uma questão econômica e ambiental. E como toda transformação coloca em xeque privilégios. Neste caso, exige a prevalência do interesse coletivo sobre o individual.

"Para onde vai São Paulo", como sugere o título da matéria do Estadão, é a grande pergunta que todos temos de responder. Para muitos deve ficar onde sempre esteve, mesmo que isso signifique um lento estrangulamento da cidade, de suas potencialidades econômicas e humanas.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Sem papel higiênico e sem oposição: Venezuela cassa direitos políticos de candidato da oposição


Controladoria Geral proíbe Pablo Pérez de exercer cargos públicos pelos próximos dez anos. Ex-governador do estado de Zulia é o quarto político a ser impedido de concorrer às eleições legislativas de dezembro.

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Fonte: Deutsche Welle

Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

'Despertar' militar divide Japão e preocupa vizinhos



Aprovação de leis que permitem o envio de tropas ao exterior pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial gera protestos e relembra feridas de guerra com chineses e coreanos. 



Fonte: BBC
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Focus - Relatório de Mercado de 17 de julho de 2015

Focus - Relatório de Mercado de 17 de julho de 2015 - Link

A experiência de Portugal com a descriminalização das drogas - Por Mark Thornton

Durante o século XX, Portugal vivenciou 50 anos de ditadura.  Quando a ditadura caiu e uma democracia de esquerda foi estabelecida, em 1974, vários expatriados portugueses retornaram à Portugal vindos de suas colônias.  Obviamente, várias dessas pessoas eram dissidentes, forasteiros e párias, e muitas utilizavam drogas ilegais.

Ao longo dos vinte e cinco anos seguintes, houve um aumento explosivo no uso e no abuso de drogas, no vício, na dependência e nas overdoses.  No final, houve um aumento substantivo da AIDS e da infecção pelo vírus HIV, bem como de outras doenças relacionadas ao compartilhamento de seringas contaminadas.  No auge dessa epidemia de drogas, a taxa de uso de drogas e de infecção por HIV/AIDS em Portugal era "consideravelmente maior" do que no resto da Europa, de acordo com João Goulão, o longevo czar contra as drogas de Portugal.

Goulão foi um dos onze membros da comissão anti-drogas que formulou a lei 30/2000, a qual descriminalizou todas as drogas a partir de 1º de julho de 2001.
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Sete obras e gastos do governo brasileiro que custaram mais que a viagem a Plutão - Por Erick Vizolli,

Uma viagem rumo ao infinito com escalas em Júpiter e Plutão não custa pouco. A passagem só de ida custou US$ 700 milhões, ou R$ 2,2 bilhões — esse valor, de acordo com a NASA, inclui todo o desenvolvimento da nave, seu lançamento, monitoramento, análise de dados e divulgação da missão.

A que isso equivale?
No período entre 1º de janeiro de 2015 e a elaboração deste texto, os cidadãos brasileiros pagaram ao governo (federal, estadual e municipal) mais de R$ 1,091 trilhão  os dados são do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo.

Isso totaliza, por dia, R$ 5,369 bilhões de impostos pagos ao governo. Com essa arrecadação, se o Brasil enviasse uma nave a Plutão por dia, ainda sobrariam R$ 1,155 trilhão ao final do ano — um pouco menos que o PIB do México.

Segundo os cálculos da própria Petrobras, lançados no balanço auditado divulgado em abril de 2015, as perdas com corrupção apenas no ano de 2014 totalizaram R$ 6,194 bilhões. Com esse dinheiro daria para lançar a New Horizons, mais duas Voyager (que custaram US$ 865 milhões) e ainda sobraria 1 bilhão de reais para comprar eventuais souvenirs interplanetários.
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Fonte: Instituto Ludwig von Mises
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domingo, 19 de julho de 2015

As Armas Secretas de Hitler [Completo Dublado] Documentário National Geographic







Sinopse: Este programa faz uma viagem ao passado para descobrir os fascinantes detalhes das extraordinárias armas de Hitler: tanques colossais, bombardeiros de longo alcance e os primeiros mísseis guiados. Que armas foram bem-sucedidas e por que? Quais delas não foram utilizadas a tempo para dar a vantagem para a Alemanha? Qual foi seu destino final depois da guerra? Os projetos originais fornecem pistas de um potencial revolucionário ou falhas estruturais fatais?